Nossa Missão:

COMO EDUCADORES FÍSICOS PREOCUPADOS COM O BEM ESTAR, A SAÚDE E A QUALIDADE DE VIDA DOS NOSSOS CLIENTES, TEMOS COMO MISSÃO:

- Oportunizar de maneira Programada, Orientada, Segura e Saudável uma Atividade Física Agradável, Prazerosa, Motivante e de Fácil Acesso, de preferência ao Ar Livre e em Ambientes Naturais.
Queremos com isso Desenvolver e Aprimorar as Capacidades Aeróbias e Anaeróbias, da Resistência e Força Muscular, da Velocidade e Potência, da Agilidade e Equilíbrio, e também da Flexibilidade. E ainda promover a Sociabilização!
Competir, Chegar em Primeiro, Treinar Mais, Correr Mais, Reduzir Tempos... Isso não é mais Importante do que Viver Mais e Melhor!

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terça-feira, 7 de junho de 2011

DA CAMINHADA... PARA A CORRIDA

A especificidade do treinamento é indispensável para facilitar o desenvolvimento progressivo do atleta. O treinamento lento não produzirá naturalmente um atleta veloz, assim como o treino e terreno plano não produzirá um corredor eficiente em ladeiras. Porém, ambos tipos de treinamento são necessários, como também o é um treinamento posterior particular para outras áreas específicas.


NÍVEL 1 - COMEÇO DO PROGRAMA:

Esta é a base sobre a qual vai edificar sua nova forma física: uma boa caminhada a passo ligeiro ao ar livre. O nível 1 serve para "sair da vala". Depois de todo o seu corpo ter ficado lerdo durante anos de relativo abandono, ele necessita preparar-se para os rigores dos exercícios que o esperam. Seus pés, pernas, costas - todo o seu corpo - e seu sistema cardiovascular em particular, estão a ponto de fazer coisas que não fazem há anos - quem sabe nunca - e deve facilitar o trabalho tanto quanto o possível.
Você irá querer caminhar ligeiro para fazer seu coração alcançar sua freqüência ideal e seguir assim durante todo o tempo que especifica a tabela. Deve progredir ao longo dos distintos grupos de tempo se sentir-se capaz de fazê-lo. Se não experimentar dificuldade alguma ao passar do grupo 1 (quinze minutos) para o grupo 2 (dezessete minutos), faça-o.
Caso sinta-se apressado e queira saltar vários grupos de uma só vez, deverá ter ciência de nossas advertências anteriores acerca de querer fazer muito em pouco tempo. É muito tentador acreditar sermos mais jovens e ágeis do que somos na realidade. É agradável superestimar nossa capacidade. Isso inclusive nos ajuda a conseguir nossas metas. Porém, tratando-se de exercício físico, não é recomendável. É claro que sempre há quem alcance um nível de aptidão suficiente para progredir com maior rapidez. De fato, alguns sentirão o suficientemente preparados para ignorar o nível 1 e passar diretamente ao 2. Nós lhe aconselhamos que não o faça, a menos que seu médico o considere apto para isso.
É melhor que planeje seu programa de modo que um dia de exercício alterne com outro de descanso, sempre que seja possível. Se o planeja tendo em conta o número de dias da semana, será fácil fazê-lo assim. Não obstante, se correr quatro dias por semana, não poderá evitar os dias consecutivos de exercícios.

Grupo
Duração do exercício
(em minutos)
Freqüência
(vezes por semana)
Atividade
1
15
3 ou 4
Caminhar
2
17
3 ou 4
caminhar
3
20
3 ou 4
caminhar
4
23
3 ou 4
caminhar
5
26
3 ou 4
caminhar
6
30
3 ou 4
caminhar
TABELA DO NÍVEL 1

O nível 1 o introduzirá diretamente ao excitante mundo do corredor. As caminhadas a passo ligeiro preparam o seu corpo para o exercício. Caminhar é também uma atividade benéfica para o sistema cardiovascular e, ao mesmo tempo, suave o suficiente para que todos possam desfrutá-la.
À medida que sua forma física melhore, seja mais exigente consigo mesmo; trate de cobrir distâncias maiores ou caminhar ladeira acima. Isto lhe permitirá manter a sua freqüência cardíaca ideal.



NÍVEL 2 - COMEÇANDO A CORRER:

Chegou o momento de correr por pelo menos parte do tempo. O nível 2 aumenta o tempo designado a cada grupo, assim como a intensidade do exercício. Eu recomendo alternar a corrida com a caminhada ligeira ao longo de cada grupo. O ideal seria que uma vez completado o grupo 6 deste nível, estejas em condições de correr sem ter que recorrer à caminhada. Nem todos serão capazes, é claro. Enquanto mantiver a sua freqüência cardíaca ideal não importa o quanto corra ou caminhe. E mais, as pessoas de certa idade, ou com limitações físicas, podem ter que seguir alternando a corrida com a caminhada ao longo de todo o nível.
A flexibilidade do programa se demonstra precisamente com estas possibilidade de mudança e adaptação.
Aproveite a flexibilidade do programa para adaptá-lo às suas possibilidades. Uma vez que tenha completado os 6 grupos do nível 1 dedicados à caminhada, sua forma física terá melhorado; continuar com a caminhada ao longo do nível 2 não lhe permitirá manter a freqüência cardíaca dentro da "zona alvo". A partir de agora sua meta será aumentar gradualmente o tempo dedicado à sua corrida e diminuir o despendido na caminhada. O momento em que o fizer é coisa sua.
Um bom sistema para controlar seus progressos é o da técnica da "rede elétrica", postes de iluminação ou postes telefônicos. Caminhe ao longo da distância entre os postes, corra até o terceiro, caminhe até o quarto e assim sucessivamente. Pode intensificar a dificuldade do exercício caminhando entre os dois primeiros postes e correndo ao longo dos outros dois seguintes. 

Grupo
Duração do exercício
(em minutos)
Freqüência
(vezes por semana)
Atividade
1
18
4
Correr/caminharCorrer/caminhar
2
20
4
Correr/caminharCorrer/caminhar
3
23
4
Correr/caminharCorrer/caminhar
4
25
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
5
28
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
6
30
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
TABELA DO NÍVEL 2

Este nível adiciona a corrida ao seu programa de exercícios. Inicialmente com uma relação entre a corrida e caminhada ligeira de metade a metade. À medida em que progredir de um grupo ao outro, aumente gradualmente o tempo investido na corrida e reduza o de caminhada. Quando chegar ao grupo 4, pode correr todo o tempo designado ao exercício. Assegure-se de manter a sua freqüência cardíaca ideal.
Na realização dos exercícios dos três primeiros grupos deverá observar uma certa proporção. Sua freqüência cardíaca e sua forma física geral deverão determinar sua linha de atuação. Ambas variáveis geralmente emitem a mesma mensagem.
Ao final do grupo 6 poderá passar ao nível 3, que também combina a caminhada e a corrida. Neste caso, deverá estabelecer uma proporção com a qual trabalhe comodamente e na qual mantenha sua freqüência cardíaca ideal pelo espaço de trinta minutos de exercício.

NÍVEL 3, O CORREDOR EXPERT:
Quando tiver alcançado esta parte do programa, terá conseguido algo mais do que manter em alta o seu nível de aptidão física. Na verdade você o estará melhorando. À medida em que sua condição física melhora, seu sistema cardiovascular será capaz de suportar o mesmo esforço com uma freqüência cardíaca mais baixa.

Dizendo de outra maneira, pode distribuir pelo organismo a mesma quantidade de oxigênio de antes, porém trabalhando menos. Isto significa que, em seu estado físico atual, se não aumentar a intensidade dos exercícios a sua freqüência cardíaca descerá abaixo da zona alvo da freqüência cardíaca ideal. À medida que progredir ao longo das distintas etapas do programa, comprovará que corre mais rápido para manter o seu ritmo cardíaco ideal e que, em adição, está queimando calorias suficientes para emagrecer.
Se for capaz de completar o grupo 6 do nível 2 correndo como único exercício, continue fazendo assim ao longo no nível 3. Aqueles que se sentem melhor alternando longos períodos de corrida com curtos intervalos de caminhada, devem seguir fazendo isso desde que mantenham sua freqüência cardíaca dentro da zona alvo.

Grupo
Duração do exercício
(em minutos)
Freqüência
(vezes por semana)
Atividade
1
33
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
2
35
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
3
38
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
4
40
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
5
43
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
6
45
4
Correr ou correr/caminhar/correr/caminhar
TABELA DO NÍVEL 3

Quando alcançar o nível será já será um veterano, um dos corredores pelos quais sentia admiração. Pode correr ao longo dos grupos de exercícios ou combinar a corrida e caminhada rápida, o que mais lhe convenha. Se preferir permanecer no nível 3, a passar para o 4, seguirá reforçando seu sistema cardiovascular sempre que mantiver sua freqüência cardíaca ideal.
É possível que não disponha de tempo suficiente para cumprir com as exigências do nível 4, ou simplesmente que não interesse em se exercitar por períodos de tempo mais longos.

NÍVEL 4, O CORREDOR CONSUMADO:
Este nível é para os verdadeiros corredores. Se você é capaz de estar neste nível, então se encontra em um ponto do programa que o levará a experimentar a sensação de euforia dos corredores que alcançaram o topo e continuam experimentando esta mesma sensação depois de correr de forma contínua por 45 minutos, mais freqüentemente por 60 ou mais.

A grande maioria dos que persistem ao longo do nível 4, preenchendo todos os requerimentos de cada um dos grupos, se converterão em verdadeiros corredores. Não obstante, não há nenhuma lei que os impeça de fazer um período de caminhada rápida de vez em quando, se isto lhes faz bem. Como sempre, deverá manter a freqüência cardíaca ideal se quer que o seu sistema cardiovascular siga melhorando.
Se chegou no grupo 6, está entregue ao exercício e encontra um grande prazer na corrida, experimentará a verdadeira euforia, terá alcançado "o topo". Em qualquer caso, poderá considerar-se um corredor pleno de experiência.
Deverá ser você quem decidirá se o seu progresso deve ser rápido e até onde quer chegar, já que, a esta altura, ninguém conhece melhor as suas próprias necessidade e limitações.

Grupo
Duração do exercício
(em minutos)
Freqüência
(vezes por semana)
Atividade
1
48
3 ou 4
Correr ou correr/
caminhar/correr/caminhar
2
50
3 ou 4
Correr ou correr/
caminhar/correr/caminhar
3
53
3 ou 4
Correr ou correr/
caminhar/correr/caminhar
4
55
3 ou 4
Correr ou correr/
caminhar/correr/caminhar
5
58
3 ou 4
Correr ou correr/
caminhar/correr/caminhar
6
60
3 ou 4
Correr ou correr/
Correr ou correr
TABELA DO NÍVEL 4

AQUECIMENTO:

Nem tudo começa e termina na corrida. Você não pode simplesmente colocar um par de tênis de corrida, começar a correr e logo relaxar.

Qualquer corredor experiente (atleta) sabe como é importante o aquecimento, o desaquecimento e o alongamento dos músculos.
Quando assistimos a uma prova de atletismo, o que realmente nos interessa é o desenvolvimento da competição. A partir de agora comece a observar e perguntar aos competidores o que são todos aqueles movimentos que realizam em um canto da pista. Todo o conjunto de exercícios e trotes despreocupados que realizam nada mais é do que uma combinação de exercícios calistênicos. Nada importante para os espectadores, mas fundamentais para os atletas que vão competir, na atividade que seja, e sabem o quão importante é o aquecimento, relaxar e alongar os músculos, preparar tendões e articulações, coração e pulmões para o esforço que se aproxima. Isto lhe tomará pouco tempo, entre 10 e 15 minutos. Torne isso uma norma ao treinar. Se omitir o aquecimento, cedo ou tarde sofrerá as conseqüências.
Calcula-se que metade dos acidentes registrados durante as corridas poderiam ser evitados se o corredor efetuasse os exercícios de aquecimento. Nem os músculos, nem as articulações, estão em condições de suportar a corrida sem que antes tenham sido preparados de forma adequada. Não estou dizendo que a omissão do aquecimento seja a causa de todas os infortúnios - terá que suportar moléstias e dores em mais de uma ocasião, goste ou não -, me refiro a torções, distensões e dores que podem ser evitadas e as moléstias que o atormentarão durante a corrida a até podem obrigá-lo a abandoná-la.
O corpo de um corredor habitual está, é claro, mais acostumado à atividade. Mas tem estado em repouso desde a última vez que correu, quem sabe um ou dois dias. Portanto, músculos e articulações dever ser preparadas novamente.
Procure manter o seu corpo flexível. Deve ter em conta todo o corpo, incluindo pescoço, ombros e braços, é claro que não deve fazer nenhum esforço com os braços. Só o que interessa é relaxar os músculos para que respondam à tensão gerada pela corrida.

Que classe de exercícios são úteis para o seu aquecimento?

1) Os que contribuem para a flexibilidade;
2) Que alongam ao máximo os músculos e articulações, sem danificá-los;
3) Que se sucedem ritmicamente sem transições bruscas;
4) Que combinem o alongamento muscular com um incremento da atividade vascular;
5) Que afetem a todas a partes do corpo;
6)  Cuja intensidade seja incrementada pelo tempo que faz o aquecimento;
7) Deve ser também bastante variado, com o objetivo de converter o aquecimento em algo agradável.

Procure não se exceder, do contrário começará a corrida esgotado. Recorde que o aquecimento deve lhe ajudar a correr, da mesma forma que correr lhe ajudará a manter-se saudável e em boa forma física.
Exercitar-se mais do que o devido pode dar repostas opostas ao pretendido.

DESAQUECIMENTO:

Ao redor da pista na qual todos aqueles atletas fazem exercícios de aquecimento, também haverá a ocasião em que observamos os corredores de fundo executando outros exercícios um vez finalizada a corrida. Neste caso, porém, são exercícios de desaquecimento. Concluída a competição eles não permanecem quietos, olhando a medalha se venceram ou retornando ao vestiário se foram derrotados. 

Eles sabem, por experiência, o que devem fazer: continuar correndo depois de terem chegado, mas devagar, é claro, diminuindo o ritmo paulatinamente até parar.
Interromper abruptamente uma corrida pode ser perigoso. O relaxamento súbito do corpo depois de um exercício contínuo mais forte, pode ocasionar tonteira, apnéia, náusea e a até desmaio. Recomendo fortemente que termine suas corridas de forma gradual, diminuindo a velocidade até parar e deixar que o organismo regresse ao seu estado normal pouco a pouco. Recorde que, enquanto corre, o sangue vai preferencialmente para os músculos e, quando parar, deve voltar ao seu estado normal. Não permita que este retorno seja violento, sem um período de desaquecimento, o sangue se concentra nas pernas privando o cérebro do oxigênio necessário.
Por outra parte, a fadiga origina depósitos de ácido lático nos músculos. O período de desaquecimento contribui para a reconversão do ácido lático, evitando as câimbras.
Procure dedicar entre oito e dez minutos ao desaquecimento afim de facilitar aos seus músculos a eliminação dos produtos do metabolismo, o mencionado ácido lático é um deles. Quando enfim terminar sua atividade, a freqüência cardíaca pode ultrapassar no máximo 20 batidas da cadência normal de quando está em repouso.
A condições climáticas também exercem sua influência. Se você corre em tempo frio, o fato de parar abruptamente pode ocasionar calafrios e lhe deixar mais propenso a resfriados. Por outro lado, uma das piores coisas que pode fazer depois da prática do exercício contínuo, esteja frio ou calor, é tomar uma ducha quente ou entrar numa sauna sem haver observado o período de desaquecimento.
O que estamos dizendo é muito simples. Correr, como disciplina, deve ser dividida em três fases: aquecimento, corrida e desaquecimento. A primeiro e última fase não precisam ser grandes e tediosas, ao contrário, devem ser curtas e efetivas e sua execução tão natural como colocar os tênis para correr.

terça-feira, 31 de maio de 2011

PARA INICIAR NA CORRIDA


Vamos iniciar um programa de Corrida?


Então... prepare-se, em qualquer caso, para o mais difícil nesta etapa: as dores e fadigas que sofrerá por fazer algo que não está acostumado. 
Mas Atenção! Ao final do primeiro dia, deverá no máximo, sentir dores leves, um pequeno desconforto, especialmente na articulações. Seu otimismo não deve diminuir e não deves relaxar seu empenho. 
Ao segundo dia, pode ser que sejam despertadas as câimbras, a rigidez muscular, espasmos e dores musculares um poucos mais intensas nas pernas. Persevere! Não desista!
Realize seu aquecimento com calma, alongue-se antes, e parta para o seu objetivo do dia e depois da Atividade, alongue outra vez! Mas não force, vá no conforto!

Os primeiros dias de Trote requerem força de vontade para suportar fadigas, porém de modo algum deve ser um castigo.


Existe um método muito simples que lhe permitirá ter uma idéia aproximada de seu nível de aptidão física, tanto no princípio do programa como ao longo deste. Simplesmente deixe que seu corpo lhe diga. O corpo fala! Aprenda a ouví-lo! É um excelente meio para o aperfeiçoamento do Auto Conhecimento!

Antes de investir em tecnologia com o uso de monitores de frequência cardíaca, neste período de iniciação, use um sistema de avaliação muito fácil para determinar se está em um ritmo compatível para o seu nível de aptidão física. Funciona assim: 
Se durante sua atividade você conseguir conversar sem nenhuma dificuldade é porque a intensidade está muito fraca. 
Caso converse com ligeira dificuldade (ofegância), mas consegue manter a fala, este é o seu ritmo ideal! Se não consegue dar continuidade a uma conversa, ou fala ou faz a atividade, é porque está muito forte! Reduza a intensidade!

Comece com um passeio ou uma caminhada rápida. Sinta o que ocorre! Observe! Anote se julgar conveniente! Eu recomendo! Faça um diário de Treino!
Seu corpo reage automaticamente ao cansaço e não perde tempo em lhe dizer como se sente. Preste atenção. Não tente fazê-lo trabalhar mais do que pode até que adquira certa resistência.
Possuir um corpo resistente requer tempo e prática regular de exercício. Um corpo desacostumado ao exercício necessita de um período de condicionamento antes de poder treinar.

A maioria dos programas aeróbicos, na sua missão concreta para as corridas, começa com exercícios de pré-condicionamento. Um dos melhores é simplesmente caminhar. De fato, você pode começar sua atividade de pré-condicionamento mesmo antes de iniciar o programa ou de passar por um exame médico. Afinal, não é preciso fazer outra coisa a não ser andar. Sendo assim, adiante! Começe já!

Saia para caminhar por períodos de 10 ou 15 minutos e converta isso em um hábito diário. Porém, imprima às suas pernas um ritmo vigoroso. É certo que por detrás de uma aquisição de hábitos como esse, não passará muito tempo até que comece a sentir a necessidade de correr. Chegado esse ponto, correrá regularmente, se sentirá impelido a fazê-lo.
Quando estiver inserido na prática da corrida, deve ter em mente que não se trata de chegar em primeiro numa competição, mas sim de adquirir resistência. 




Perseverança e calma são as palavras chave desse programa.

Se você for mulher, gostaria de sugerir algumas precauções: sua capacidade pulmonar e cardíaca é menor do que a de um homem e, por conseguinte, não precisa correr ou trotar tão forte como o homem para alcançar o mesmo nível de aptidão física. Isto se deve ao fato de que, com um nível igual de treinamento, a mulher alcança com maior rapidez o seu objetivo que o homem. Se, por exemplo, homem e mulher correrem juntos, ele poderá sentir se esforçando dentro do nível de condicionamento cardíaco que fixou como meta, entretanto ela pode estar excedendo o limite recomendado.
Em todo caso, qualquer mulher que tenha ficado longe do exercício físico deve evitar excessos para não exceder suas possibilidades.

Outra recomendação especial: se está grávida, o passo ligeiro pode beneficiá-la, pelo menos até o sexto mês de gravidez. Não penso que seja necessário advertir que deve consultar seu médico ginecologista antes de começar a correr.
Se não está grávida, mas deseja ter filhos, muitos médicos são de opinião de que correr é um excelente meio de preparar o seu corpo para esta ocasião.

Correr acompanhado pode também ajudar a vencer a inércia que experimentará a princípio. É difícil criar um novo hábito e, igualmente, de romper um vício.

Busque um companheiro, assim terá alguém com que compartilhar frustrações, dores, moléstias e o prazer de estar fazendo progressos. Pode compartilhar tudo isso com ele ou ela. 
Correr com alguém ao nosso lado se converte em algo muito mais fácil.

Mesmo que esteja muito bem preparado para empreender esta atividade, o corredor em potencial pode sentir-se preocupado com o sombra de alguns hábitos antigos. Se corro, terei que parar de fumar e não poderei beber nem comer meus pratos favoritos? Mas, não, não tem que fazer isso. Se és fumante ou gosta de beber, sem dúvida, é bem provável que a princípio lhe seja difícil largar o cigarro ou a bebida. Já será bastante duro ter mudar hábitos sedentários por uma vida ativa, mas não é menos provável que experimentará uma menor dependência.

Uma única passada de um não-fumante equivale a três de um fumante. A causa reside no monóxido de carbono que o fumante inala. Uma vez na corrente circulatória, esta substância se fixa nas moléculas de hemoglobina do sangue e lhe impedem de transportar eficientemente o oxigênio ao longo do organismo.
Como o tabaco, o álcool impede a eficiente distribuição de oxigênio pelo organismo. Coração, músculos e tecidos sofrem as conseqüências.
Visto que o álcool reduz a capacidade de assimilação das vitaminas do grupo B, é mais provável que possa deparar-se com um déficit vitamínico.

Eu também recomendo que não corra se bebeu, pois, como você sabe, isso pode afetar sua capacidade de raciocínio e lhe fazer avaliar erroneamente a velocidade, distância e também seu nível de resistência.

Sobre a comida, há muito a dizer. Muitos corredores seguem a dieta vegetariana, outros se abastecem de massas (carboidratos) antes de uma prova. Em geral, coma regularmente e com discrição uma grande variedade de comidas (carne, laticínios, cereais, vegetais, frutas) que provêm ao organismo as proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais que este necessita para manter-se em bom estado. Evite o açúcar, que não tem nenhum valor nutritivo. Proporciona calorias de rápida assimilação, mas não muito mais. Obtenha as calorias necessárias de outras fontes. E se for querer um controle alimentar mais adequado às suas práticas físicas diárias sugiro a orientação Profissional. Busque um Nutricionista!

Portanto... Excelentes Treinos Saudáveis!



sábado, 28 de maio de 2011

POR QUE CORRER?



Existem tantos motivos como categorias: os de idade avançada, de média idade, jovens, saudáveis ou nem tão saudáveis; tipo fortes e atléticos e também aqueles que uma vez foram levados pelo entusiasmo até que ele se dissipou.
As pessoas que praticam, calmamente, as corridas longas, correm puramente por prazer e declaram, a maioria, que depois de quarenta e cinco minutos ou uma hora de corrida se sentem extraordinariamente eufóricas, cheias de energia, exultantes.

Isso não é outra coisa do que o perfeito equilíbrio entre a mente e o corpo:

Além de terem o coração mais forte, o corpo dos corredores geralmente é magro. Dr. Peter Wood, bioquímico da universidade de Stanford, depois de verificar os resultados obtidos em suas pesquisas com corredores de idades entre 35 e 65 anos, afirmou que a condição física da maioria deles eram idênticas às pessoas com a metade da idade. Sua resistência era extraordinária e a esbelteza similar a indivíduos com 10 anos a menos.

Porém apenas correr não é suficiente para manter um peso constante. Perder quilos e conservar o novo peso depende do equilíbrio adequado entre o aporte de calorias e o gasto de energia ou, em outras palavras, entre o alimento consumido e a atividade física. Todas as calorias que são consumidas, mesmo depois de realizar exercícios como caminhar, correr, esfregar o chão, jogar tênis, pedalar, digitar ou pentear o cabelo, são armazenadas no corpo em forma de gordura. Deste modo, quanto menos atividade você fizer, maior será a possibilidade de acumular quilos.

Seu corpo sabe muito bem como se auto-regular:

O corpo consome energia durante a atividade física. Na primeira meia hora de corrida constante o corpo usa as calorias obtidas na alimentação, somente quando esta termina é que começa a consumir a gordura acumulada. Esta gordura é energia de reserva, e disponível para ser usada quando os requerimentos dos esforços musculares solicitarem.
Se o seu peso é excessivo, apenas os fato de correr não vai resolver o seu problema. Vai ajudar, é lógico, já que a cada passo queimará calorias.
O mais provável é que você aumente o consumo calórico para satisfazer suas novas demandas energéticas do organismo. Pode até ganhas algum peso no começo de seu programa, quilos que se converterão em músculo puro, não em gordura.
Muitas mulheres tem comprovado que correndo afinam a cintura e coxas, áreas de muita preocupação como a barriga nos homens. Embora esteja certo que correndo você eliminará gordura, também é certo que esta reaparece quando para de correr. O exercício esporádico (1 ou 2 vezes por semana) oferece benefícios temporários.
A única meta de muitos corredores, a princípio, é fortalecer o seu corpo e aumentar a sua capacidade respiratória. Freqüentemente, cedo ou tarde a prática do exercício se transforma em algo mais que um simples meio de manter o corpo em boa forma física: é o momento da revelação, a evidência que suas faculdades mentais crescem junto com a capacidade pulmonar. E isso lhes dá prazer.

De um modo ou outro, a prática da corrida varre muitas das "teias-de-aranha" que têm se emaranhado em nossa cabeça. A maior parte dos corredores experimenta a revitalização de todas as suas capacidades à medida em que melhoram eu estado físico.
Aqueles que podem correr diariamente, ou ao menos algumas vezes na semana, e persistem nisso, terão a oportunidade de experimentar em seu organismo os efeitos benéficos que temos falado e, sobretudo, aprender a conhecer o seu corpo, isso eu lhe asseguro.
O programa que recomendo mais adiante é livre de sofrimentos, mas não de trabalho. Para que seja efetivo qualquer programa de preparação física tem que ser seguido semana atrás de semana, mês atrás mês. Deve se acomodar em seu temperamento e suas características físicas e convertido em parte integrante de seu modo de vida.

Um programa de jogging deve ser flexível o suficiente para se adaptar à maioria:

Que tal, antes de começar a correr, analisar a si mesmo? Que idade tens? Quais são suas condições físicas? Tem algum problema de saúde (asma ou alguma disfunção cardíaca)? É absolutamente necessária uma revisão médica antes do início da atividade.
Se você sabe que é afetado por alguma doença e, apesar disso, mantém o objetivo de participar de um programa regular de exercícios para melhorar a sua condição física geral, seu médico deverá lhe aconselhar o tipo de programa que se adapte melhor às suas possibilidades.


Primeiro passo: vencer a preguiça

O que leva a maioria das pessoas a praticar este esporte não é o apelo aos benefícios nem indicação médica, e sim o prazer que se sente durante e depois da corrida. Reconheço que nem sempre é fácil e prazeroso vencer a preguiça e dar o passo inicial para a corrida. Quando estamos sentados, descansando, a mente é freqüentemente invadida por pensamentos comodistas.
Contudo, isso também acontece com atletas profissionais. Quem resiste a mais alguns minutos de sono, por exemplo?
Nessas horas eu costumo citar Nietzsche, que repudiava idéias concebidas em posição de descanso. “Não devemos dar valor a nenhum pensamento no qual os músculos não estejam também em festa”, defendia. E realmente, uma vez iniciada a corrida, temos tempo para refletir, traçar objetivos e metas... É como se estivéssemos apenas levando nossa mente para passear. 

Há quem diga que o maior prazer ocorre quando acaba a atividade. O que de certa forma é verdade, considerando que:  

• após o exercício, o corpo libera endorfina, substância que provoca a sensação de bem‐estar e ajuda a relaxar;   
• há um aumento nos níveis de testosterona, que permanece assim por aproximadamente mais uma hora e, nas mulheres, há também um aumento dos hormônios relacionados ao prazer;  
• aumentam também os níveis de serotonina, neurotransmissor que regula o sono e o apetite, além de promover a sensação de satisfação.

Outros dizem que nunca conseguiram sentir prazer, apenas dor durante a corrida. Para evitar este desconforto inicial, é importante ter acompanhamento de um profissional experiente.
Desta forma, dores podem ser evitadas ou esclarecidas. A dor no abdômen, por exemplo, muito comum em iniciantes, pode ocorrer por que o corpo ainda não está adaptado à oscilação do diafragma durante cada passada. Com a diminuição do ritmo da corrida e exercícios de respiração, esta dor pode ser amenizada e, com a prática, extinguida.
  
Benefícios da corrida:


Começando da forma correta e dando o tempo necessário para o corpo se adaptar, é possível sentir prazer não só quando o exercício acaba, mas também durante sua prática. Além dos benefícios agudos ou de curto prazo, podemos ainda usufruir dos benefícios crônicos ou a longo prazo da corrida, tais como:

• Melhora da vascularização do cérebro, aumentando o grau de agilidade do raciocínio e sua função intelectual;
• O coração se torna mais eficiente, bombeando mais sangue com menos batidas;
• Correr faz com que o volume de ar inspirado seja maior, aumentando a sua capacidade pulmonar;  
• Estimula a formação de massa óssea, aumentando a densidade óssea e evitando problemas como a osteoporose;  
• Estimula a vasodilatação, o que reduz a resistência para a circulação sanguínea;  
• Gasta calorias, favorecendo a perda ou manutenção do seu peso;  
• Diminui as taxas sangüíneas de mau colesterol (LDL) e estimula a produção do bom colesterol (HDL), o que evita o entupimento dos vasos sanguíneos;
• A corrida ajuda a melhorar a resistência muscular e também queima a gordura dos tecidos musculares, deixando‐os mais fortes e definidos;
• Com o aumento da circulação, há também uma melhora da função dos rins, que filtram o sangue e reduzem o número de substâncias tóxicas que circulam pelo corpo;
• Correr torna a cartilagem das articulações mais espessa, o que protege melhor essas regiões do nosso corpo.

Por fim, a corrida é um meio eficaz para se garantir um envelhecimento saudável, correndo‐se menos risco de ter doenças típicas do envelhecimento, como as coronarianas, a hipertensão,diabetes, osteoporose e artrose.

Você está apto a praticar corrida?

Para evitar o sofrimento e garantir um bom começo com a experiência de correr, é fundamental fazer um check‐up médico preventivo antes de iniciar a atividade, além de outras avaliações físicas complementares que fornecerão subsídios para a elaboração de treinamentos adequados para cada caso.  
Espero que você duvide de todos os benefícios cientificamente comprovados e expostos acima e venha sentir na pele, nos músculos, nos ossos, no coração, no humor, nos rins, no resultado dos exames de sangue, na balança e no sono tranqüilo todas as vantagens que esta atividade pode trazer para sua vida.






sábado, 7 de maio de 2011

100 DICAS PARA CORREDORES

TREINAMENTO


Ítens que, pessoalmente, considero indispensáveis estão marcados assim: C

1. TREINE PELO MENOS TRÊS VEZES POR SEMANA. C
É o mínimo para os efeitos da corrida começarem a ser sentidos. Apenas a partir deste ponto, começa a haver a supercompensação, pois os intervalos entre os estímulos não ficam tão grandes e o corpo pode realizar o processo de adaptação ao esforço.


2. O AUMENTO DE VOLUME DEVE SER GRADUAL. C

Não eleve o volume (tempo ou dias) dos seus treinos abruptamente, tentando atingir cargas elevadas em pouco tempo. Recomendo aumentar o volume semanal em no máximo 10% por vez.


3. TREINE EM GRUPO APENAS UMA VEZ NA SEMANA

Corra em grupo apenas um dia por semana, por exemplo, no treino de intensidade média. Nos outros, prefira correr sozinho, pois há o risco de o grupo aumentar o ritmo dos treinos regenerativos (leve) ou de diminuir o ritmo dos de alta intensidade. E provavelmente alguém do grupo sempre estará correndo fora do ritmo recomendado para este dia. Já nos treinos orientados por um técnico, esse perigo é minimizado pelo planejamento individual semanal. Se possível, prefira uma planilha individual e siga-a.


4. TESTE DA CONVERSA. 

Nos treinos de intensidade média, realizados entre 65% e 75% da FCmáx, o ritmo deve possibilitar você conversar normalmente (no máximo com leve ofegância) com seus parceiros de corrida. É um referencial para medir seu esforço (Percepção Subjetiva do Esforço).


5. OS ORGANISMOS SÃO DIFERENTES.  C

Esqueça os conselhos dos parceiros de corrida ou de qualquer outro atleta. Cada corpo tem características próprias e o que serve para eles não necessariamente será o melhor para você. O ideal é conversar com o seu Professor de Educação Física.


6. RESPEITE OS PERÍODOS DE DESCANSO. C

Entre os treinos é necessário um período de descanso para seu corpo se recuperar dos desgastes, realizar a supercompensação e também evitar lesões e micro traumas ou fraturas. Treinar antes de o corpo completar esse processo prejudica sua performance e principalmente sua Saúde. Fique atento para que o período de descanso deve ser tanto maior quanto maior o volume ou intensidade do treino.


7. APROVEITE A RECUPERAÇÃO ATIVA. 

Parte do descanso pode ser feita com recuperação ativa, que consiste em realizar atividades físicas paralelas de baixo impacto e diferentes padrões de movimentos, como por exemplo, natação e ciclismo.


8. DIMINUA O VOLUME AO FINAL DE CADA MESOCICLO. C

Essa diminuição nos últimos microciclos (dias) de cada mesociclo (mês por exemplo) serve para o corpo se recuperar do desgaste. Esse microciclo recuperativo pode ser adiantado caso seja necessário, afinal você deve acompanhar sua evolução e avaliar se está se sobrecarregando.


9. EVITE O OVERTRAINING. C

Evite sobrecargas exageradas para não entrar em overtraining, ou seja, queda de rendimento por excesso de treinamento. Após um treino longo ou de alta intensidade, deve vir um treino mais leve, regenerativo, ou um dia de descanso. Siga com rigor sua planilha, pois nada que é em demasia é produtivo. Lembre-se treinar mais não é treinar melhor!


10. CALCULE A DISTÂNCIA PERCORRIDA. 

Se onde você corre não há marcadores de distância, utilize métodos alternativos. Muitas cidades adotam a numeração métrica, que dá aos imóveis os números aproximados em metros da distância do início da rua. Para lugares onde não há nenhuma forma de medir, faça o trajeto do treino de carro, de bicicleta com marcadores, pedômetro ou monitor cardíaco com GPS, ou ainda, calcule o número de quarteirões - em média seis quadras completam um quilômetro.


11. A RECUPERAÇÃO COMEÇA LOGO APÓS O TREINO. C

Alimente-se e hidrate-se logo que acabar um treino de alta intensidade ou de volume, pois as primeiras horas após o exercício são as mais importantes no processo de recuperação, que, no entanto, é contínuo e depende também da qualidade do descanso e do sono subsequente.


12. NÃO CORRA MUITO TARDE À NOITE. 

A corrida faz o seu corpo liberar substâncias estimulantes (hormônios como a adrenalina por exemplo). Por isso, planeje seu treino pelo menos para três horas antes do seu horário de dormir, pois seu organismo precisa de algum tempo para voltar à calma e se reequilibrar (homeostase).


13. ENCONTRE A PROPORÇÃO PERFEITA. 

Adapte a distribuição dos treinos aos seus objetivos. Maratonistas por exemplo têm de ter um volume maior de treinos em longas, com cerca de 60% do volume em treinos de intensidade leve e apenas 10% de alta. Já corredores de 10km necessitam de 40% do volume de carga leve e de 20% em intensidade alta.


14. CONHEÇA SEU RITMO. C

A cada treino, preste atenção no ritmo em que está correndo e na sua percepção de esforço, para reconhecer o que é fraco, moderado, um pouco forte, forte, e muito forte. Acompanhe sua freqüência cardíaca e sua evolução em cada treino para avaliar se está se desenvolvendo no ritmo certo. Procure sempre dar um feedback para seu treinador ao correr suas provas.


15. VOCÊ PODE CORRER NA CHUVA. 

Mantenha seu cronograma de treinamento e treine também em dias de chuva. Assim, seque-se e vista roupas secas e quentes imediatamente após o fim do treino e não haverá problemas. Mas cuidado! Não exagere no sacrifício! Em dias chuvosos e muito frios uma ótima opção é também ir para a Esteira na Academia e ficar protegido das intempéries extremas. Se estiver também com a imunidade em baixa – ter tido resfriado nas últimas semanas, por exemplo – é melhor correr outro dia. Se for uma chuva muito forte, também há o risco de raios e queda de árvores, além de o trânsito ficar mais perigoso. Assim vá para a Esteira! A saúde é muito mais importante! 


16.TREINE LADEIRA ACIMA.  C

É um treino excelente para o trabalho específico de força. Para vencer mais facilmente as subidas nas provas e nos treinos. Experimente inclinar levemente o corpo à frente enquanto corre nas ladeiras acima.


17. CUIDADO LADEIRA ABAIXO.  C

Descidas castigam as articulações e tendões, pois aumentam o impacto e forçam a abertura das passadas. Nas provas, quando não pode fugir delas, mantenha o equilíbrio, não aumente o tamanho da passada nem a velocidade. Recomendo correr ladeira abaixo com o freio de mão puxado!


18. AUMENTE A CARGA (Intervalados) EM APENAS UMA DIREÇÃO. Oriente-se com o seu Professor!

Os treinos intervalados podem evoluir de três formas diferentes: diminuição dos tempos das voltas, diminuição do tempo de recuperação ou aumento de repetições, mas você deve ter o cuidado de aumentar a carga apenas em uma direção por vez e de forma gradativa, pois, juntamente com os treinos longos, o intervalado é o tipo de treino que tem maior possibilidade de causar lesões.


19. ALTERNE OS TREINOS DE INTENSIDADE ALTA. 
Oriente-se com o seu Professor!

A combinação de treinos intervalados e fartlek (jogo de corridas, resistência, força, velocidade), gera benefícios mais rápidos do que fazer somente os fartlek e com menor possibilidade de lesões do que fazendo somente os intervalados. Uma opção recomendável é alternar o fartlek numa semana e intervalados na outra.


20. INTERVALADOS SOMENTE APÓS TRÊS MESES DE TREINO. 
Oriente-se com o seu Professor!  

Comece a realizar treinos intervalados depois de três a seis meses de treinamento, dependendo da condição física e do histórico esportivo, pois são treinos desgastantes e que exigem muito do organismo, além de requerer também muita disciplina.


21. NÃO COMPARE OS TEMPOS DOS LONGOS. 

Evite comparar os tempos dos longos, pois o objetivo não é ganhar velocidade ou diminuir o tempo e sim aumentar o volume de fluxo sangüíneo, adaptar os músculos aos gastos de glicogênio nos exercícios de longa duração e “ensinar” o corpo a utilizar gordura como fonte de energia.


22. UM LONGÃO NÃO É UMA ETERNIDADE.  C

Não corra mais do que três horas seguidas (para os já treinados), ou cerca de 30km, pois isto força em demasia seu corpo, articulações, músculos e tendões sem trazer benefícios a mais. Além disso, os longões têm que ser, no máximo, um por semana e recomendo não serem maiores do que o dobro do segundo treino mais longo.


23. FAÇA A SEGUNDA METADE MAIS RÁPIDA.
Oriente-se com o seu Professor!

É o chamado treino progressivo e deve ser utilizado nos longões. Comece mais lentamente e progressivamente vá acelerando. Esta deve ser a estratégia também para as provas, pois economiza energia para o final. Além de evitar uma diminuição muito rápida na glicemia quando em um início de prova muito forte (trabalhando em anaerobiose), dará tempo ao organismo de adaptar-se sempre em condições aeróbias que é a via metabólica ideal. 


24. MANTENHA A MÃO FECHADA. 

Você deve correr com a mão fechada, mas não apertada. A medida é como se segurasse um canudo de papel sem amassar.


25. MOVIMENTE OS BRAÇOS JUNTO AO CORPO.  C

Os braços devem se mover junto ao corpo, formando um ângulo de 90º no cotovelo. Os ombros devem ficar relaxados.


26. OLHAR NO HORIZONTE E PASSADAS HOMOGÊNEAS.

Mantenha o olhar no horizonte e as passadas homogêneas. Isso ajuda a manter o movimento e o corpo equilibrados, economizando energia durante os treinos e as provas.


27. INVISTA NOS EDUCATIVOS.   C
Oriente-se com o seu Professor!

Exercícios de educação corporal, como elevação de joelhos (skipping) e elevação do calcanhar no glúteo (anfersen), ajudam a aumentar a precisão do movimento e a criar consciência corporal. Planeje duas sessões de dez minutos de educativos por semana.


28. A PASSADA É SUA ASSINATURA. 

Não há uma medida exata do número de passadas por minuto (cadência). Cada atleta imprime uma velocidade e um comprimento à passada (amplitude). Quanto mais flexível ou maior os membros inferiores, maior poderá ser a passada, e, quanto mais preparado o atleta, mais constante o ritmo e maior o número de passadas por minuto, mas mesmo entre atletas de mesmo nível, as passadas variam de tamanho e de ritmo. Para uma mesma velocidade, quanto maior a passada menor será a cadência e menor a passada maior a cadência.


29. SIMULE AS CONDIÇÕES DA PROVA. 

Para quem está se preparando para uma prova específica (meia maratona ou maratona), vale a pena simular as condições da prova, como o horário de acordar e de correr, o relevo do percurso, a hidratação e a suplementação se for o caso. Este treino, no entanto, deve ser realizado pelo menos um mês antes e em ritmo mais fraco que o da prova. 


30. DIMINUA O VOLUME ANTES DAS PROVAS.  C

Reduza os treinos antes das provas e isto não vale apenas para os iniciantes. Quanto maior a prova e o desgaste dos treinos correspondentes, mais tempo de “descanso” (menor carga de trabalho) para chegar à prova em boas condições. Para a maratona, é aconselhável fazer o último treino longo, três semanas antes da prova; para provas mais curtas, como as de 10km, a redução deve ser em média de três a seis dias antes da prova.


31. RESPEITE SEUS LIMITES DURANTE A PROVA.  C

Não hesite em diminuir o ritmo ou até andar, se estiver apresentando sinais de fadiga. Não é demérito e trata-se de uma questão de segurança e preservação. Você poderá correr a próxima prova em boas condições! Verifique a temperatura média e o relevo do percurso para poder ter controle da situação quando for correr.


32. NÃO ALTERE SUA ROTINA NO DIA DA PROVA.  C

Não faça nada de diferente no dia da prova. Realize o alongamento do mesmo modo que nos dias de treino e também a mesma hidratação, alimentação e a mesma suplementação se for o caso. Utilize também o mesmo calçado. Nada de estrear tênis novo em dia de Prova!! Simule nos treinos a freqüência e o volume de hidratação e suplementação que vai utilizar durante a prova. Beba de 150ml a 250ml de água a cada 15 minutos depois da primeira hora de prova.


33. NÃO ADOTE METAS RÍGIDAS.  C

Para não avaliar negativamente sua participação nas provas e não enfrentar frustrações à toa, não estabeleça metas rígidas, como um tempo específico. Estabeleça metas alternativas ou abrangentes, como completar a prova ou terminá-la em certo intervalo de tempo.


34. VÁ PARA A PROVA COM SUA TÁTICA DEFINIDA.

Conheça o percurso e seus limites e vá para a prova com uma meta definida. Mentalize quais podem ser os problemas a serem enfrentados e as possíveis reações. Nas provas longas, controle a ansiedade e comece devagar, até encaixar o ritmo.


35. AQUEÇA ATÉ 30 MINUTOS ANTES.  C

Não aqueça muito antes do início da prova, pois, dependendo do tempo, corre o risco de iniciar a corrida já desaquecido ou já cansado de tanto aquecer.


36. LARGUE ATRÁS.

Na largada, não fique próximo ao pelotão de elite, a menos que esteja nele. Procure um local atrás, porém não muito, onde possa desenvolver seu ritmo sem atropelos e sem ser atropelado.


37. NÃO APERTE MUITO O CADARÇO. 

Cadarços muito apertados podem irritar a pele, comprimir os tendões ou até mesmo prejudicar a circulação, causando inchaços e desconforto. Mas cuidado para não deixar frouxo e ter que parar para amarrá-los. Sugestão: para resolver isso, passe o cadarço na última casela do tênis e volte para a penúltima, onde poderá amarrar mais forte sem apertar o pé.


38. PARA DEPOIS DA PROVA.  C

Aplique uma sessão de massagem e uma de gelo (frio) nos principais músculos, para recuperar do desgaste e prevenir inflamações. O gelo age como um antiinflamatório e analgésico natural.


39. DESCANSE APÓS A PROVA.  C

Não é prudente treinar forte nos três dias posteriores a uma prova longa como a maratona. Ou no dia seguinte após os 10 Km. Apenas caminhe ou trote de leve neste período. Atividades como a Natação ou Hidroginástica (leve), Alongamentos ou uma Pedalada (passeio) são bem vindas.

PREPARE SEU CORPO

40. VARIE OS TREINOS COMPLEMENTARES.  C

A variação no programa de condicionamento físico produz melhores resultados no longo prazo, pois o corpo não tem tempo de se acostumar com o mesmo exercício e entrar na zona de conforto.


41. PREPARO MUSCULAR É ESSENCIAL.  C
Oriente-se com o seu Professor!

Os exercícios de força aumentam a tonicidade dos músculos, o que aumenta a precisão, a coordenação, a segurança do movimento e corrige desequilíbrios musculares entre os membros e entre os grupos superiores e inferiores. Faça duas ou três sessões semanais de trabalho muscular com carga baixa e média. As regiões mais importantes são coxas, pernas, dorsal e o abdominal, que ajudam a absorver os impactos da corrida, aliviando a pressão sobre os ossos e tendões.

Converse com um Professor instrutor na Musculação.



42. FIQUE DE OLHO NA FREQÜÊNCIA BASAL. 

Verifique sua freqüência cardíaca ao acordar (esta é a basal): se ela estiver de dez ou mais batimentos por minuto acima da média, pode ser um indício de que não se recuperou do treino anterior. Para medir a freqüência, utilize os dedos indicador e médio - não use o polegar, é menos sensível e pode confundir a medição – pressione levemente a artéria radial no lado do punho do dedo polegar, ou na artéria carótida, próximo à traquéia no pescoço.


43. EVITE O TRABALHO MUSCULAR APÓS A CORRIDA.   C

Somente se a corrida foi muito leve. Depois de correr, os músculos estão precisando de descanso. Agende suas sessões de trabalho muscular de membros inferiores em dias alternados com a corrida, ou no início do dia, se for correr à noite. Na pior das situações antes da corrida; neste caso treine mais leve na musculação. 


44. GANHE EQUILÍBRIO MELHORANDO A PROPRIOCEPÇÃO.   C
Oriente-se com o seu Professor!

Treine também a propriocepção, que é a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Este tipo específico de percepção permite a manutenção do equilíbrio e a realização de diversas atividades práticas. Resulta da interação das fibras musculares que trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação, de informações táteis e do sistema vestibular, localizado no ouvido interno, responsável pelo equilíbrio. O conjunto das informações dadas por esses receptores nos permitem, por exemplo, desviar a cabeça de um galho, mesmo que não se saiba precisamente a distância segura para se passar, ou mesmo o simples fato de poder tocar os dedos do pé e o calcanhar com os olhos vendados, além de permitir atividades importantes como andar, coordenar os movimentos responsáveis pela fala, segurar e manipular objetos, manter-se em pé ou posicionar-se para realizar alguma atividade. A propriocepção é efetiva devido à presença de receptores específicos que são sensíveis a alterações físicas, tais como variações na angulação de uma articulação, rotação da cabeça, tensão exercida sobre um músculo, e até mesmo o comprimento da fibra muscular.

Desta maneira o cérebro tem a capacidade de traduzir as informações mecânicas do ambiente e modular respostas prontamente adaptadas ao estímulo recebido, que conferem equilíbrio, coordenação e harmonia ao movimento e ajudam a prevenir lesões, principalmente em superfícies irregulares. Séries de saltos, giros de 180º, movimentos com os olhos vendados ou fechados, de agachamentos unilaterais, passadas largas para frente, trás, lateral, de ultrapassagem de obstáculos, em cima de cama elástica, em plataforma de equilíbrio, traves, em terrenos de diferentes tipos de pisos, com os pés descalços, podem ajudá-lo a melhorar a sua propriocepção.


45. REAPROVEITE A ENERGIA DO IMPACTO COM A PLIOMETRIA. 

Pliometria, o nome realmente não é animador, mas trata-se de um dos treinamentos mais eficazes para trabalhar os músculos e ganhar força com agilidade. O conceito básico orienta: mais força com mais velocidade. Atletas de ponta usam e abusam da pliometria. Mas pessoas comuns também podem adotar esse treinamento, com uma condição: desde que tenham um bom condicionamento físico.

Mas Atenção! Uma pessoa sedentária ou que não está habituada com a prática de atividade física deve primeiro aprender a absorver o impacto para depois usar os movimentos pliométricos. O sedentário, por ter uma inibição dos fatores neuronais (estimulo do sistema nervoso central – falta de coordenação intra e inter muscular) não consegue contrair os músculos rapidamente.

Também não imagine grandes malabarismos para os exercícios pliométricos. Atos simples, como subir e descer uma escada correndo, sem interrupções, já é pliometria. 

A principal característica é fazer com que o músculo alcance a força máxima no período de tempo mais curto possível. Como o arranque durante uma corrida. E para praticar pliometria nem precisa usar muito peso. É possível trabalhar tendo o seu próprio corpo como sobrecarga. 

Condicione portanto seus músculos a reaproveitar ao máximo a energia utilizada e gerada na corrida, transformando o impacto em impulsão. Isso é conseguido também com treinos de pliometria, que utilizam o reflexo de alongamento para produzir uma reação explosiva.


46. ALONGUE NA HORA CERTA.  C

Alongar intensamente músculos “desaquecidos” pode trazer problemas. Trote levemente e faça alguns exercícios para as articulações antes de alongar. Não comece a alongar imediatamente após o fim dos treinos, trote e caminhe durante alguns minutos antes de começar a se alongar.


47. EVOLUA GRADUALMENTE NO ALONGAMENTO. 

Não exagere no alongamento, pois pode estirar (romper) as fibras. A condição geral melhora gradualmente. Faça de uma a três séries curtas (em posição confortável, sem dor), de quinze a vinte segundos de cada posição.


48. EM DIAS FRIOS, O AQUECIMENTO DEVE SER MAIS LONGO.  C

Em dias frios, o aquecimento que normalmente dura menos tempo, é prudente que seja um pouco mais longo. Se puder, utilize um casaco durante o aquecimento, mas, depois de aquecido, corra sem ele, substituindo-o por uma camisa de manga longa. 


49. VALORIZE AS ATIVIDADES DE RECUPERAÇÃO. 

Existem atividades que auxiliam o processo de recuperação, seja por atuarem diretamente sobre os músculos sobrecarregados, como as massagens, ou por auxiliarem no processo de reduções das tensões e o estresse, como o tai chi chuan, acupuntura e yoga. Mas cuidado! Não inicie nenhuma destas atividades na semana que antecede uma prova, pois, por não estar acostumado, você pode não se adaptar bem a elas e ter problemas depois para correr a prova.


50. DURMA SETE HORAS POR NOITE.   C

Não é uma regra universal, mas dificilmente o seu corpo se recupera dos desgastes com menos do que isso. Mas quantidade não é tudo, elimine perturbações para atingir um sono mais profundo e regenerativo. O ambiente deve ser o mais tranqüilo possível!

EQUIPAMENTOS


51. NÃO “BATIZE” UM TÊNIS NOVO NA CORRIDA.  C

Compre o par de tênis que vai utilizar em uma prova pelo menos três semanas antes do evento, para poder se acostumar ao calçado e não ter problemas de aperto, desconforto ou lasseamento excessivo durante a corrida. Ande alguns dias com ele, depois faça algumas sessões de treinamento para, só então, colocá-lo para ser usado em provas.


52. TRILHAS PODEM QUEBRAR A MONOTONIA.

Quando for realizar um treino de média intensidade e em grupo, uma opção para quebrar a monotonia são os treinos em trilhas e os off-road, que, além de introduzirem um elemento de aventura, promovem uma variação de ritmo na corrida. Mas cuidado! Procure trilhas conhecidas. Corra com mais cautela, observando as variações do terreno. Evite os terrenos escorregadios. Utilize tênis apropriados e corra à luz do dia para não ser surpreendido.

53. INCLINE A ESTEIRA EM 1%. 

Esteiras são grandes aliadas dos corredores, pois causam menor impacto, dão mais estabilidade de ritmo e de movimento, mais segurança e proteção contra elementos surpresas e intempéries. A sugestão para minimizar as diferenças da corrida na rua, é correr com 1% de inclinação para aumentar o esforço, pois elas não reproduzem exatamente o mesmo esforço da corrida na rua.


54. FACILITE O MONITORAMENTO DO TREINO COM UM FREQÜENCÍMETRO. 

Monitores cardíacos facilitam o acompanhamento do ritmo dos seus treinos. A vantagem é que basta olhar o mostrador para ter a informação imediata, sem precisar parar o treino para medir o pulso. Existem várias marcas e modelos, desde os mais simples e baratos, mas que informam com precisão a freqüência cardíaca, até modelos que medem a distância percorrida (com GPS) e até mesmo o VO2máx (capaciadade cardiorrespiratória).


55. USE ROUPAS LEVES E CONFORTÁVEIS.  C

Use camisetas de nylon, dryfit ou de coolmax, que possibilitam a troca de calor mais rapidamente com o ar secando o suor rapidamente e são mais leves. Evite as de algodão e as apertadas. As de algodão são mais pesadas, encharcam e demoram a secar. As apertadas podem lhe causar irritações e assaduras.


56. NO FRIO, AQUEÇA AS MÃOS E A CABEÇA.  C

Em frio intenso, utilize luvas, bonés e gorros, pois você perde calor pelas extremidades do corpo. Pode usar também calça de lycra e camisa de manga longa do mesmo material das camisetas ou um casaco corta-vento. Não use roupas de algodão, pois demoram a secar, nem corra com muitas roupas. Moletons devem ser utilizados apenas para se aquecer e para vestir imediatamente após os treinos, assim você evita resfriar-se.


57. PROTEJA-SE DO SOL.   C

Não corra em horários em que o sol esteja a pino, prefira correr no começo da manhã ou no final da tarde. Se o dia estiver muito quente, mesmo nestes horários, utilize boné ou viseira e protetor solar nas áreas do corpo desprotegidas.

NA VIAGEM
58. MANTENHA-SE HIDRATADO NO AVIÃO.   C

O ar-condicionado dos aviões faz o ambiente ficar em média 20% mais seco, o que faz as pessoas perder mais água pela pele. Durante o vôo, mantenha-se hidratado, bebendo água, sucos, água de coco e isotônicos.


59. LEVE UM AGASALHO NA VIAGEM.  C

Resfriados são comuns em viagens. Procure levar um agasalho caso sinta frio no avião ou no ônibus.


60. CAMINHE DURANTE A VIAGEM. 

Tente não ficar muito tempo sentado. A cada hora, levante e caminhe no corredor do avião ou do ônibus para não ter problemas de circulação.


61. CUIDADO COM O FUSO HORÁRIO.   C

Quando a viagem for para outro continente, planeje com cuidado a sua adaptação ao fuso horário. Verifique a diferença em relação ao horário da cidade onde mora para começar a se preparar antes mesmo de viajar. Assim, se for para a Europa, comece a dormir e a acordar duas horas mais cedo pelo menos dez dias antes para ter menos diferença para se adaptar quando viajar. Como regra geral, até duas horas de diferença não causam alterações significativas, mas a partir de três horas já é necessária uma adaptação de pelo menos 48 horas, período que aumenta com o aumento da diferença de fuso.


62. VIAJE COM ANTECEDÊNCIA. 

Quando for correr em outro estado ou país, planeje a viagem para uma semana antes do evento, para ter tempo de se recuperar de desgastes e mal-estares. Se não for possível, viaje o quanto antes e se concentre nas atividades de recuperação. Durma um pouco mais antes de viajar e depois que chegar ao local da prova. Evite exageros e exposição excessiva ao frio e ao sol.


63. PLANEJE SUA ALIMENTAÇÃO.   C

Quando for viajar para outro país, verifique a alimentação disponível no local, pois a diferença da comida pode causar problemas e prejudicar sua participação na prova.


NUTRIÇÃO E HIDRATAÇÃO


64. COMA DURANTE OS TREINOS LONGOS.  C

Para quem corre provas longas, a suplementação de carboidratos deve ser uma rotina nos treinos com mais de uma hora (na prova, a partir de 40min). Corridas menores não precisam de suplementação nem de dose extra de carboidratos. Não adianta nada e pode atrapalhar. Não coma alimentos ricos em fibras antes de correr, pois estimulam o intestino e você pode sentir algum desconforto.


65. ALIMENTE-SE LOGO DEPOIS DE TREINAR.  C

Coma imediatamente após o treino para começar a se recuperar. Ingira alimentos fontes de carboidratos de alto índice glicêmico, por exemplo pão com geléia, com mel ou goiabada.


66.  A  MAIOR PARTE DA DIETA DEVE SER COMPOSTA DE CARBOIDRATOS.   C

A dieta cotidiana dos corredores tem de ter entre 60% e 65% do volume calórico concentrado em carboidratos. Se for disputar provas longas, tem de fazer um estoque extra de glicogênio aumentando esta participação para 70% a 75% da dieta.


67. GORDURAS E PROTEÍNAS NA DOSE CORRETA.   C

A participação das proteínas na dieta cotidiana do corredor tem de ser entre 15% e 20% do total do volume calórico, ou de 1,3g a 1,7g por quilo de massa corporal. As proteínas servem para manter a produção dos tecidos e auxiliar no processo de recuperação do organismo. A gordura deve compor entre 10% e 15% do volume calórico e, ingerida nas quantidades corretas, é uma importante fonte de energia e também participa da regeneração do tecido muscular. Gorduras Saturadas (gordura animal) são as piores. Poliinsaturadas estão a meio termo (óleos de milho e girassol). Monoinsaturadas são as melhores (azeite de oliva, castanhas, abacate, amendoim).


68. MINERAIS E VITAMINAS SÃO ESSENCIAIS.   C

Mesmo sem prover energia para o corpo, os minerais e as vitaminas entram nos processos químicos para a correta utilização dos outros nutrientes, por isso são imprescindíveis. Suplementos vitamínicos podem ser utilizados, mas na dosagem diária correta. E para isto a visita à um nutricionista é fundamental!


69. NÃO EXAGERE NOS ISOTÔNICOS, NEM NA ÁGUA. 

A composição dos isotônicos favorece a hidratação, pois contém carboidratos numa concentração que facilita a absorção intestinal, mas ele tem que ser utilizado de forma adequada para não sobrecarregar os rins com excesso de minerais. Por outro lado, não se pode ingerir água sem a correta ingestão de sais, principalmente sódio, cuja falta causa hiponatremia (baixa concentração de sódio), mal raro, mas perigoso. Portanto beber só água ou água em excesso também pode diminuir a concentração de sódio no organismo. O ideal em provas longas é alternar a água com isotônicos.


70. ACERTE O HORÁRIO DA ALIMENTAÇÃO E DOS TREINOS.  C

Não corra em jejum, faça pequenas refeições e não fique mais de três horas sem comer. Quando realizar uma refeição grande, espere pelo menos 1h30min para iniciar a corrida; já com um pequeno lanche, o prazo é de 40min. Para quem corre à noite, é indicado jantar logo após o treino, para completar pelo menos duas horas antes de se deitar. Neste caso, evite consumir gordura, porque a digestão é mais lenta. Para quem corre de manhã, alimente-se bem no dia anterior, para não sentir fome no treino.


71. NÃO UTILIZE SUPLEMENTOS SEM ORIENTAÇÃO.  C

Se tiver interesse em utilizar suplementos mais complexos, consulte o nutricionista, que poderá prescrever uma dieta adequada às suas necessidades e sem riscos. Evite também as dietas da moda. Elas não levam em consideração o equilíbrio entre os grupos de alimentos e podem prejudicar sua saúde.


72. BEBIDAS ALCOÓLICAS DESIDRATAM.  C

Com a ingestão de álcool, a diurese é estimulada, o que causa perda excessiva de água. Evite excessos e, quando ingerir bebidas alcoólicas, beba junto com água. Evite bebidas alcoólicas antes dos dias de treinos de alta intensidade, de longos e de provas.

COMPORTAMENTO


73. EVITE CORRER COM SEU CÃO. 

Correr a sua corrida com o cachorro pode ser uma boa oportunidade de variar o treino, mas evite esta prática. Mesmo que seu cachorro seja bem adestrado, há o risco de outros animais encrencarem com ele na rua e causarem problemas. Os treinos longos também podem prejudicar a saúde do seu cão. A corrida do seu Cão deve ser a corrida dele! 


74. DIVIRTA-SE CORRENDO.   C

O treino deve ser prazeroso, se não, algo está errado. A melhora da forma é apenas o resultado do processo. Seja criativo para quebrar a monotonia dos treinos, variando os locais de treino, treinando em grupo uma vez por semana e estabelecendo prêmios para si quando completar uma boa semana de treinos ou prova.


75. BUSQUE INFORMAÇÕES.   C

Você pode ter um professor para acompanhá-lo, montar treinos, ou obter orientação inicial para definir o treinamento e depois seguir sozinho. Em qualquer um dos casos, no entanto, informe-se lendo livros, revistas e portais na Internet para atualizar-se.


76. CUIDADO COM O VOLUME DO SOM. 

Além de prejudicar a audição, ouvir música muito alta nos treinos coloca em risco sua segurança, pois lhe impede de escutar sons que podem indicar algum perigo. É melhor não escutar música nas corridas na rua, mas, se não conseguir correr sem os fones, prefira usá-los na esteira.


77. CORRA NA CONTRAMÃO.   C

Corra na direção contrária à dos carros, para poder ter o tráfego no seu campo de visão e garantir a antecipação de situações de risco.


78. EVITE A POLUIÇÃO.    C

Evite correr em ruas movimentadas e em horários de pico, com muitos veículos poluindo o ar. Prefira correr de manhã, quando o ar apresenta menos poluentes; à noite, o ar está mais poluído e seco. Se o ar estiver muito desfavorável, treine na academia.


79. NÃO HÁ IDADE PARA COMEÇAR. 
Oriente-se com o seu Professor!

A corrida é um exercício natural e é bem assimilada mesmo por pessoas sedentárias durante muitos anos, requerendo apenas a adaptação do volume e da carga para cada caso. Pessoas sedentárias e as com mais de 40 anos têm de dar atenção aos exercícios de força (e a musculação é uma ótima opção).


MOTIVAÇÃO E CONCENTRAÇÃO



80. PROMOVA UMA MUDANÇA DE ESTILO DE VIDA. C

Não adianta sair correndo e manter outras práticas não saudáveis, como fumar, alimentar-se de maneira errada e dormir pouco. Utilize a corrida como vetor motivacional desta mudança.


81. NÃO TORNE O TREINO UM FATOR DE ESTRESSE. C

Desenvolva o hábito de correr. Procure correr sempre no mesmo horário para seu corpo ter mais facilidade em assimilar os treinos. No início, escolha um horário que tenha disponibilidade, para o treino ser um elemento de relaxamento mental e não parecer uma obrigação chata ou mais um fator de estresse em sua vida.


82. TENHA UM PLANO DE LONGO PRAZO. 

Suas planilhas podem ser alteradas, afinal muitos imprevistos acontecem, mas tenha clara sua meta de longo prazo para poder avaliar sua evolução. Estabeleça um foco preciso, que pode ser completar uma prova ou perder determinado peso em certo período, por exemplo. Correr sem um objetivo claro pode diminuir seu entusiasmo.


83. EVOLUA PASSO A PASSO.

Elabore uma série de objetivos intermediários relativamente fáceis de se realizar. Ao ultrapassar cada etapa, terá estímulo para avançar para a próxima.


84. BOTE O PÉ PARA FORA DE CASA.

Vença a inércia estática! Estabeleça um motivo para sair de casa e ir treinar, mesmo nos dias mais preguiçosos ou desfavoráveis. Quando estiver correndo, a inércia dinâmica falará mais alta. 


85. AUMENTE SUA CONCENTRAÇÃO.

Algumas técnicas podem ajudá-lo a aumentar a concentração em seus objetivos ou metas para cumprir seus treinos. Experimente começando com este exercício simples: Coloque uma bola de tênis (ou qualquer outro objeto) sobre a televisão e tente se concentrar em sua imagem durante 2 ou 3 minutos, primeiro com a televisão desligada, depois com a imagem ligada e o som desligado e, em seguida, com imagem e o som ligados. Procure deixar a televisão sintonizada em um programa que tenha o seu interesse. Isso pode ajudá-lo a aumentar a sua concentração no seu objetivo ou meta.


86. SUPERE DIFICULDADES DURANTE AS PROVAS. 

Utilize técnicas mentais para superar dificuldades durante as provas ou durante treinos duros. A mais indicada é a técnica associativa, que consiste em se concentrar na dificuldade e buscar na experiência pessoal e nos estímulos próprios relacionados à preparação elementos para vencer a dor e o desconforto. Há também a técnica dissociativa, que pode ajudar dependendo da situação, quando o desconforto for menor, que consiste em desviar o pensamento, buscando idéias agradáveis fora da situação real, como uma viagem prazerosa, um encontro amoroso, entre outros.


87. LEMBRE-SE DE SUAS MELHORES CORRIDAS.

Para fazer seus treinos e para se concentrar para a prova, lembre-se de suas melhores corridas e do prazer que sentiu com seu resultado. Isso ajudar a aumentar sua confiança. Durante a prova, no entanto, concentre-se apenas em sua corrida, para não “carregar o peso” da comparação, criando uma ansiedade negativa e uma possível frustração e desmotivação na sequência.


88. TENHA SUA RESPOSTA NA PONTA DA LÍNGUA.

Descubra a sua resposta para a pergunta: “Por que corro?”. O seu objetivo maior para correr qual é? E a tenha sempre em mente quando enfrentar dificuldades para ir treinar, como preguiça, desmotivação ou fatores climáticos.


89. CORRA PROVAS INTERMEDIÁRIAS. 

O desafio competitivo das provas intermediárias (provas secundárias) pode trazer motivação e estímulo e melhorar sua performance na prova principal. Mesmo em um treino bastante motivado, não se consegue atingir a mesma performance de uma prova.

PREVENÇÃO, EXAMES E LESÕES

90. FAÇA EXAMES ANTES DE COMEÇAR A TREINAR. C

Faça um exame ergoespirométrico antes de iniciar seus treinos – ou se ainda não fez e já treina – para verificar as condições do aparelho cardiovascular, detectar fatores de risco e definir os limiares de treinamento e a faixa exata na qual deve treinar. Caso isso não seja possível, faça um teste ergométrico, que avalia a existência de cardiopatia, para diminuir o risco da corrida. Se não há como fazer exames ergoespirométricos ou ergométricos, faça, pelo menos, uma avaliação clínica bem detalhada. Nela muitos problemas e riscos podem ser detectados.


91. ESTABELEÇA UMA ROTINA DE EXAMES.  C

O atleta enfrenta mais desgaste, com os treinamentos. Assim, é indicado estabelecer uma rotina de exames. Para atletas em perfeito estado de saúde, que seguem o treinamento com disciplina, podem ser realizados exames a cada dois ou três anos e, para atletas que tenham um ou mais fatores de risco, é indicado um check-up anual.


92. CUIDE DAS CÃIBRAS. C

A causa mais comum para cãibras musculares é a perda de sódio e líquidos. Se sentir cãibras em um treino ou prova, alongue a região para neutralizar a contração. Depois massageie a área, para estimular a corrente sangüínea. Para a recuperação, descanso e reidratação com líquidos que contenham eletrólitos, particularmente sódio.(ver mais sobre, na matéria CÃIBRAS )


93. OUÇA SEU CORPO.  C

Desconfortos e dores podem indicar que algo está errado. Um resfriado e uma dor fraca podem ser solucionados com um dia de descanso, mas, se isso não ajudar e o mal-estar persistir, procure um especialista. Não tente treinar sem se sentir bem: é melhor tirar uns dias para se recuperar à se machucar seriamente e precisar ficar parado mais tempo com uma lesão séria.


94. DÊ TEMPO ÀS SUAS ARTICULAÇÕES. As articulações se adaptam aos aumentos de carga algumas semanas mais lentamente do que o aparelho cardiovascular e do que os músculos. Assim, mesmo que esteja se sentindo “forte” e bem preparado, não aumente a carga mais do que o indicado em sua planilha, pelo seu professor ou mais de 10% por semana.


95. EVITE O CONCRETO. 

Evite correr no concreto. Este é o pior piso para suas articulações, pois não absorve nenhuma parcela do impacto. Dos pisos duros, o asfalto é o mais indicado, mas cuidado com os carros. O correto é utilizar pisos macios, como grama e terra batida, em pelo menos uma das sessões de treinos semanais.


96. USE UM CALÇADO DE UM NÚMERO MAIOR. 

Bolhas, unhas pretas e encravadas costumam atormentar os atletas. Com os treinos, ocorre uma vasodilatação e o pé incha um pouco causando o aperto se o número for justo. Cortes da unha que deixam pontas também podem causar problemas deste tipo. Cuide bem dos seus Pés!


97. PREVININDO AS PRINCIPAIS LESÕES. C

Fascite plantar (dor na sola do pé, próximo ao calcanhar), inflamação da canela (periostite tibial), síndrome da banda íleo-tibial, fraturas por estresse (microfraturas que tornam o osso frágil) e tendinite no tendão de Aquiles e nos tendões de patela, são muito comuns em corredores. Mas podem ser minimizados com músculos fortes, aquecidos e alongados. Treinos na dose certa, piso e tênis adequados também são fundamentais. Se tiver estes problemas, compressas com gelo ajudam. E o mais breve possível procure um médico! Os tratamentos podem envolver também fisioterapia, medicação e repouso, que varia de acordo com a extensão de cada lesão. No caso da corrida, poucas lesões são traumáticas, mas, dependendo da gravidade, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.


98. CUIDADO REDOBRADO NO ESCURO.  C

Muito cuidado quando for correr depois de anoitecer. Além da segurança do local onde corre, é preciso redobrar a atenção com desníveis, buracos e obstáculos que podem passar despercebidos e causar acidentes e lesões.


99. EXISTE GANHO SEM DOR.  C

O atleta não precisa de dor para melhorar sua performance, nem nos treinos nem nas provas. Nas provas, no entanto, com o acúmulo do ácido lático e com a sobrecarga, pode ocorrer uma dor pontual nos músculos por causa da fadiga, mas que não é e não precisa ser uma lesão. Depois do descanso essa dor deve passar e não voltar.


100. DORES NO PEITO , ESTÔMAGO OU  BRAÇO  PRECISAM  DE  ATENÇÃO.  C

Dores no peito, estômago ou no braço podem ser sintomas de problemas de circulação e apresentam probabilidades de serem sinais de distúrbios coronarianos e até mesmo um infarto. Estes podem sinalizar com uma dor típica, no meio do peito, de curta duração, com sudorese excessiva, o que facilita o diagnóstico, mas o problema pode apresentar-se de maneira não típica, como uma dor no estômago ou no braço. Identificando qualquer dor deste tipo, e se você já apresentar outros fatores de risco, procure imediatamente um especialista.


AGORA É COM VOCÊ!
EXCELENTES CORRIDAS!!


Fonte de Consuta: http://www.grconsultoriaesportiva.com